quinta-feira, 16 de outubro de 2014

As histórias das janelas e do sol que não vejo, mas sinto através do calor

Reluz o início,
as dobras tantas
das ruas daqui.
Seja São Bernardo,
minha rua em Mauá,
perto da fábrica,
longe daquela menina,
qualquer lugar serviu.
Enquanto vejo sol
ou vejo raios de onde
o céu ainda é visto.
Janela ao concreto
também inspira um tanto.
Dentro há histórias,
elas movem nuvens
e fazem girar o mundo
em torno do nosso todo.
Alma é a melhor invenção
que justifica as feridas
que abrimos, imperfeitas,
ou somente os erros
que nos matam hoje
e nos fazem renascer
na próxima semana.
É sempre assim.
Simples como há de ser
o mistério desvendado
que é viver.

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